Big Data Cultura e Pessoas

Como transformar dados em execução inteligente?

Por Oficina de Valor | 19 de February de 2020

Nada adianta ter uma base de dados bem estruturada, com infográficos e análises complexas e bem feitas se estes dados não saírem de suas tocas e se transformarem em ações e benefícios para seu negócio. Ao mesmo tempo, soluções que não aplicam bem os dados não são nada mais que tiros no escuro, na esperança de acertar um alvo qualquer entre milhões de possíveis segmentações. Somente ao andar juntos, estes processos se tornam relevantes no dia a dia dos negócios. Mas qual o caminho para se navegar nestes mares?

Sustentados por “pessoas, processos e tecnologia”, os dados são levados ao encontro das decisões. Quando transformados em competência informacional, permitem tomar riscos calculados, descobrir soluções inovadoras e gerar valor para o negócio.

Tripé “pessoas, processos e tecnologia”

Para solucionar desafios de negócio, contamos com o tripé “pessoas, processos e tecnologia”, que muitas vezes é imperceptível no cotidiano das organizações, mas cujo alinhamento é indispensável para o sucesso de qualquer projeto.

Fonte: Oficina de Valor

Prevalece nas organizações a visão parcial desses aspectos: em alguns momentos foca-se nos dados, em outros nas tarefas, grupos de projeto e metodologias. Via de regra, o foco se concentra na busca incessante por “facilidades tecnológicas”. São poucos os que conseguem visualizar o tripé e muitos se perdem nos dados.

Jornada do Dado à Execução Inteligente

Representamos o Valor para o negócio na “vertical” e a Sabedoria organizacional na “horizontal”. O gráfico nos convida a interpretar os desafios que cada ponto representa no entendimento da busca por melhores resultados: 

Considerando nossa vivência e autores atemporais selecionados[1], apresentamos definições que apontam o caminho entre o dado e a execução inteligente.

Dado: é uma entidade matemática passível de ser descrita por meio de representações formais e algorítimos. O desafio do dado é a sua recuperação, compilação e relevância para responder às perguntas de negócio atuais e futuras.

  • Exemplo: Data de Nascimento (dado bruto), Escore de um cliente (dado compilado que reflete uma pontuação que pode representar a probabilidade dele continuar fazendo negócios com a empresa ou pagar suas dívidas). Ambos são dados armazenados no computador e lá podem permanecer sem nenhuma interpretação ou ação. Alguns dão aos Escores um status maior do que o de dado, mas na prática ele é apenas um dado até que se “aprenda” como utiliza-lo.

Informação: é processada na mente de cada um, representando algo significativo para essa pessoa, modificando o que ela pensa. Cada um recebe um dado e o processa internamente, de acordo com seu repertório interno.

  • Tomando como base o exemplo apresentado anteriormente: uma pessoa pode não saber nada sobre Escores. Não entendendo o significado, nada poderá realizar nenhuma ação.

Conhecimento: é algo que foi experimentado ou vivenciado, depende da teia que se forma na cabeça de cada um.

  • Caso possua conhecimentos mais desenvolvidos ou seja treinada para isso, consegue interpretar que um Escore (oriundo da combinação de variáveis) está associado à probabilidade do cliente vir a se tornar inadimplente e que assim pode tomar decisões menos enviesadas e automatizadas. Entretanto, uma pessoa pode saber tudo sobre como compilar e calcular Escores e não entender como aplicá-los no dia-a-dia dos negócios. Tal indivíduo possui conhecimento, mas não tem Competência Informacional.

Competência Informacional: é o elo mais forte para a geração de sabedoria organizacional. É quando se consegue colocar o conhecimento em prática, o momento em que a análise de dados ganha corpo e se aproxima da execução. É o momento de trabalhar o dado, provocar novas reflexões. A Competência Informacional faz com que os pensamentos que delimitam a decisão sejam desafiados, as possibilidades sejam checadas e os dados sejam combinados para compreender profundamente as situações, auxiliando na proposição de estratégias e mudanças necessárias. Ela permite que a pessoa veja a floresta, reconheça as árvores e saiba o que precisa ser feito para mantê-la viva. Dessa forma, é possível conceber ideias e estabelecer um quadro mais amplo usando a informação e a computação automática dos dados para minimizar vieses na decisão.

Execução Inteligente: é quando se consegue colocar a Competência Informacional em ação. É o momento de detalhar os planos, ser criativo no uso da informação, automatizar o que pode ser automatizado. É o “calcanhar de Aquiles” na obtenção de resultados.

Trata-se de uma atividade analítica que necessita de investigação e acompanhamento persistente. Durante a Execução Inteligente, os gestores monitoram indicadores previamente planejados e baseados em diversas atividades. Alguns desses indicadores funcionam como variáveis que quando multiplicadas levam a métricas como: faturamento esperado, lucro, ocupação de mercado, etc. A variação em cada indicador leva ao aumento ou à diminuição do resultado esperado. O gestor participa, cobra e aconselha, pois conhece bem, não só a informação, como a execução. Assim é capaz de retirar da tecnologia e dos dados o máximo em termos de automação de processos e obtenção de resultados.

Desafio como propósito estratégico

É possível imaginar essas capacidades como habilidades específicas de algumas pessoas. Entretanto, para alcançar a sabedoria organizacional é necessário preparar os profissionais para chegarem à Competência Informacional e à geração de Execução Inteligente de forma colaborativa.

Isso se constrói no dia a dia, a cada nova pergunta de negócio, e não apenas numa sala de treinamento. Sugerimos tomar esse desafio como propósito estratégico, iniciando com problemas concretos e a cada situação agir sobre a cultura, fortalecendo as pessoas para lidarem com dados & tecnologia em prol de mais e melhores negócios, em um fluxo contínuo.

Assim é possível diminuir o gap entre “saber e fazer” e preparar a empresa para:

  • Colocar os dados no dia a dia dos negócios;
  • Desbloquear o poder da informação;
  • Empoderar as pessoas para a decisão;
  • Integrar e automatizar a execução;
  • Aproximar cada dia mais a empresa de seus clientes e mercados;
  • Alcançar resultados superiores e duradouros

Os dados devem ser levados ao encontro das pessoas para harmonizar as decisões, permitir tomar riscos calculados, descobrir novas formas de resolver problemas e criar soluções inovadoras. Eles são os grandes aliados na promoção de mudanças e na busca de vantagens competitivas.

Desenvolvemos uma metodologia para ajudar as empresas neste sentido, confira:

Cláudia Mendes

Cláudia Mendes (D.Sc.) – CEO e Fundadora na Oficina de Valor; Apaixonada pelo desafio de democratizar o uso de Data&Analytics nas empresas.

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